Sobre a necessidade de ser feliz sozinho.

Segunda, dia de papos profundos, aleatórios e deliciosos.

Dorme com esse barulho

Já havia pensado sobre isso, mas quando me perguntaram isso hoje de manhã, percebi que as respostas mudaram.

Se me perguntassem essa mesma coisa a uns anos atrás, quando era um pouco mais idealista e MUITO mais orgulhoso (ou seria arrogante?) eu prontamente diria: Sim, você precisa ser feliz sozinho. Corrobora com tudo aquilo que eu acredito e quero da vida, afinal. Autonomia. O mito do homem-ilha, autossuficiente.

Idiota.

Hoje em dia, penso que um relacionamento é um espaço para que possamos melhorar, onde o crescimento do seu parceiro te incentiva e ajuda a crescer. Um espaço que vocês criam e sintam segurança em dividir suas expectativas, realizações, medos, planos, falhas.

Não é um conto de fadas, também. As vezes é necessário tocar nas feridas e dói, por mais cuidadoso que a pessoa seja ao abordar.

“Se juntar para apreciar o que há de perfeito na vida de outro”, diria minha interpretação do budismo a respeito de relacionamentos. “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.10 Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.” Diria a Eclesiastes 4. 

“Happiness is only real when shared” [felicidade só é real quando é compartilhada], diria Christopher McCandless.

 

E é isso, acho. Acredito que dá pra ficar em paz e estável sozinho, mas não acho que exista felicidade na solidão como regra (apenas como exceção).

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